Gravidez na adolescência: 15% das crianças nascidas tem mães adolescentes.
Segundo os dados mais recentes do DATASUS, mais de 456 mil adolescentes tiveram filhos em 2018.
Ter um filho costuma ser um sonho para muitas pessoas. Envolve planos e preparação para receber uma nova vida e poder cria-la da melhor maneira possível. Mas e quando isso acontece ainda durante a adolescência?
No Brasil, em 2018, último ano
com dados disponíveis no DATASUS, 456.128 jovens com até 19 anos tiveram
filhos. A situação fica mais dramática quando observamos o recorte entre 10 e
14 anos. Foram mães 21.172 adolescentes nesta idade. Como sociedade temos de
nos questionar porque isso acontece e quais os impactos na vida de uma jovem
que se torna mãe nesta idade.
Como professor, tornou-se
comum encontrar estudantes que tornam-se pais ao longo do período escolar. As
mães costumam sofrer as maiores consequências. A continuidade nos estudos,
dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, além dos riscos por conta da
gravidez são maiores nesta fase da vida para elas.
É importante se perguntar o
que podemos fazer para evitar que esses casos continuem se multiplicando e
afetando a vida de tantos jovens. Acredito que a escola tem um papel importante
neste debate. Uma educação sexual adequada pode proteger nossos adolescentes de
uma iniciação sexual precoce e arriscada. Pesquisas mostram que quanto mais
informações os adolescentes têm, mais tarde sua primeira relação sexual
acontece e maior o uso de métodos contraceptivos. Isso significa que ao
entender a responsabilidade que envolve o sexo, o adolescente tende a pensar
melhor e evitar comportamentos que coloquem sua saúde em risco.
Este debate precisa tratar o
adolescente como corresponsável por suas escolhas. Mas para que ele possa tomar
as melhores decisões, é preciso que tenha acesso a informações seguras e de
qualidade. Pensando em contribuir para essa situação, em meu programa de
mestrado em Ensino de Biologia, decidi estudar alternativas para levar aos
professores materiais que sirvam de base para seu trabalho em sala de aula.
Nasceu assim o livro virtual “A saúde sexual no contexto escolar”.
O livro nasceu das perguntas
que meus alunos me fizeram em sala de aula sobre assuntos relacionados a
sexualidade de modo geral. Temas como puberdade, corpo humano, infecções
sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e claro, sexo e gravidez são
trabalhados de maneira leve e divertida. O livro contém, além das informações
em texto, vídeos e ilustrações que tornam mesmo os assuntos mais complexos em
acessíveis a todos.
Apesar de ser pensado para
professores do ensino médio, a linguagem é universal e acessível a todos. Mesmo
pessoas que não são da área podem se informar com tranquilidade. Pensando
nisso, disponibilizei o livro gratuitamente. O download pode ser feito no site
da editora neste link (https://www.atenaeditora.com.br/post-ebook/3285).
Para superar uma realidade
persistente como esta, é preciso dialogar abertamente com nossos jovens. Por
isso, convido pais e professores a conhecerem o material. Lembrem-se: a
educação protege. É ela que garantirá a segurança de nossos filhos quando não
estivermos olhando.

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